terça-feira, 25 de novembro de 2008

Favela: espaço de orientação sexual!



Centros de Referência em Direitos Humanos em combate ao Preconceito e a Discriminação contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LBGT) de todo o Brasil estão se reunindo, de 23 a 26 de novembro, no Bay Park Hotel, em Brasília, para discutir as realizações de cada estado, articulando experiências e perspectivas de construção de uma cidadania LGBT.

A primeira palestra do Seminário de Capacitação, proferida pela Profª Drª Regina Facchini, da Universidade de Campinas (Unicamp), destacou a trajetória do movimento na luta pela dignidade da livre orientação sexual. “Ao olhar para trás, percebemos o quanto sangue e suor foi derramado e está sendo derramado pela garantia da cidadania da comunidade LGBT. Acredito que, atualmente, nosso maior desafio é o caminho possível da solidariedade.Chegou o momento de dialogar não só com os nossos, mas com os externos ao nosso caminho, alinhar a gente aos tantos outros”, declara.



Danillo Bitencourt e Regina Facchini



Ao ser questionada pelo Presidente da Cufa Brasil, Danillo Bitencourt, sobre a possibilidade desta solidariedade estender que os “tantos outros” estão também nas favelas brasileiras e, que neste espaço, a violação de direitos e a homofobia é assunto recorrente, Facchini foi enfática: “a favela brasileira é um espaço de diversidade e, porque não, de orientação sexual. O que precisamos ter em mente é que o ser humano deve se orientar pelo viés do desejo. O que desejamos para nós? O que desejamos para o outro? O que eu desejo? Se desejarmos uma mudança efetiva na solução de tantos problemas, pode ser que esta solução esteja bem perto de nós. A Cufa está de parabéns em reconhecer na favela um espaço também da livre orientação sexual”, conclui.

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