O movimento homossexual brasileiro conseguiu reconhecimento na Organização das Nações Unidas (ONU) na luta por direitos humanos, mas vai atuar apenas como figurante. O Comitê Preparatório da Conferência Mundial de Revisão da Declaração e do Programa de Ação de Durban aprovou o credenciamento da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) no evento, que será realizado de 20 a 24 de abril de 2009 em Genebra, na Suíça.
A inclusão da ONG na conferência foi negociada por representantes do Brasil em Genebra, depois de longa discussão com países islâmicos. A condição imposta para fechar o acordo que possibilitará a participação da ABGLT foi que a entidade não poderá levantar bandeira contra, justamente, a discriminação a homossexuais. As restrições impostas pelas nações muçulmanas tiveram o apoio dos Estados Unidos e do Vaticano. Na prática, os gays ficarão de fora das discussões travadas no plenário pelos representantes dos países integrantes da organização e se limitarão aos debates paralelos e conversas com as missões que estarão presentes no evento, sem tocar no tema homofobia.
O obstáculo não intimida o movimento pelos direitos dos homossexuais. “A importância (do credenciamento) se dá pelo reconhecimento da identidade de gênero e representa a inclusão da liberdade de orientação sexual no patamar dos direitos humanos”, avalia Beto de Jesus, responsável pelas ações internacionais da ABGLT. O presidente da associação, Toni Reis, considera a indicação uma vitória contra o fundamentalismo religioso. “Os assuntos de nosso interesse podem ser explorados por meio de questões como racismo e intolerância”, pondera. Pelo menos dois representantes da ABGLT devem ser enviados a Genebra.
A polêmica envolvendo o credenciamento da associação servirá de termômetro para medir a capacidade da ONU de superar discordâncias que cercam as questões relacionadas à sexualidade. O Itamaraty considerou a medida positiva. “O acordo foi importante para o Brasil, para o Irã e para o processo. Juntos, derrubamos um mito de que é impossível negociar temas sensíveis”, afirmou a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo. O encontro tem como objetivo rever acordos contra racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata definidos em Durban, África do Sul, em 2001.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
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Um comentário:
olá,
não trata-se de um comentário. meu nome é André e com meu companheiro holandês estamos nos mudando para o Rio de Janeiro. Vocês tem alguma informação sobre como podemos fazer para conseguirmos o visto para ele. temos um contrato de união estável e é com isso que pretendemos abrir esse processo. por favor, se tiverem algum conselho ou orientaçao agradeço imensamente, estamos um pouco inseguros com tudo isso. obrigado.
andreaugusto@hotmail.com
andré augusto
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